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Choros a meio do sexy time, piolhos, vomitados e diarreias. Quando se tem filhos a hora do bem bom pode ser rara e bastante difícil de alcançar. Mas não desistam. Nem deixem a preguiça ganhar. Texto: Diana Ilustração: Rita Momento raro: olham para o vosso/a companheiro/a e pensam: “Eh lá, o que é que temos aqui?”. Decidem aproveitar a embalagem daqueles segundos de atração de antigamente quando não conseguiam tirar as mãos de cima um do outro, e aqui vai disto. No sofá da sala. À vista desarmada. Os vizinhos que se lixem, o pior são os miúdos que podem entrar a qualquer momento e ficar traumatizados para o resto da vida. Neste momento já estão a pensar no dinheirão que irão gastar em terapia e lá se vai o romance. Fica para a próxima. Daqui a um mês? NEM PENSAR. Levantem esses rabos cansados do sofá e fechem-se no…

Há quem tenha medo das rotinas, mas o casamento também é feito de rotinas, de pequenos gestos que colam os dias. E Susana Almeida tem saudades da sua rotina a dois e já esteve mais longe de cortar os pulsos. Em sentido figurativo, claro. Texto: Susana Almeida Ilustração: Rita Estou sozinha com os miúdos há treze dias, faltam dois dias para o meu marido regressar a casa e eu estou quase a cortar os pulsos. Sinto falta de quem ponha o café a fazer de manhã enquanto eu tomo banho; sinto falta de quem se senta comigo no sofá a ver as notícias enquanto tomamos o pequeno-almoço; sinto falta dos braços que carregam o mais novo escada abaixo; sinto falta de quem me leva e vai buscar aos barcos todos os dias, sinto falta das mensagens a perguntar se é preciso fazer compras; sinto falta de quem me faz o jantar;…

Rui Tovar tinha uns olhos azuis difíceis de esquecer. Um bigode farto e uma voz que toda a gente reconhecia à distância. Era jornalista, marido e pai. Maria João Lourenço, sua mulher, conta-nos como era o Rui que não se via no “Domingo Desportivo”: o pai. Texto: Maria João Lourenço Ilustração: Rita Hoje faz de conta de que tenho olhos azuis, os olhos mais transparentes do mundo, e bigode. O meu marido era assim, mas a descrição peca por defeito, escusado será dizer. Somos jornalistas cá em casa e ele costumava aparecer na televisão. No pequeno ecrã, como se dizia nos velhos tempos da TV Guia. Uma vez, lembro-me de alguém ter contado ao Rui pai que uma velhota adormecera a vê-lo, diante do seu vetusto televisor a preto e branco, e que, ao acordar, apanhou o maior susto da vida dela, confrontada com aqueles olhos-azuis-quase-brancos do pivô do “Domingo…

Há quem se separe, quem desista, quem permaneça, ainda que infeliz. Manter uma relação é difícil, com filhos é ainda mais. Mas não é impossível. Texto: Diana Ilustração: Rita No início é tudo um sonho. Os nervos no estômago, a vontade de se verem, as mensagens, o sexo. A conchinha no sofá, os fins de semana fora, as viagens juntos, as bebedeiras. Tudo é adorável, até o facto de ele não saber nem estrelar um ovo – ou não se esforçar para conseguir. Até aquela vez que misturou a roupa branca com uma camisola vermelha, deixando tudo cor de rosa. A mania dela querer controlar tudo. Tudo é aceitável e até fofinho. O início de uma relação é uma das melhores coisas que podemos experimentar. E as conversas, longas, intensas. Os concertos, as saídas à noite. Os amigos. O braço dele por cima dos nossos ombros, a sensação de ter, enfim, chegado a…