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Quando finalmente respirei fundo, já o tinha sobre o meu peito e percebi que tudo estava bem com os dois, comecei a descer à terra. A expressão “tenho um filho” soava-me estranho, apesar de ter sido muito desejado e planeado. Mas eu, uma “miúda”, tenho um filho! “Porra, mas como é que isto é possível?”

Texto: Diana Ilustração: Rita Engravidei por acidente numa daquelas noites “deixa-estar-não-te-preocupes-que-não-vai-acontecer-nada” mas depois acontece mesmo (ponham os olhos nisto, adolescentes). Não é que não quisesse, mas o momento já não era o ideal. Tinha acabado de aceitar um novo trabalho, numa revista, e a menos de um mês de lá estar descobri que estava grávida. Má onda. Fiquei feliz, mas principalmente assustada. Era a segunda vez que engravidava, a primeira não tinha corrido bem. A euforia que senti da primeira vez não a tornei a sentir: tinha medo, uma coisa profunda que me deixava triste e à defesa. Recusei sentir-me demasiado alegre não fosse ter outro desgosto. Mas passadas as 12 semanas do costume, acalmei. O medo passou, ficou o alívio e uma fome cada vez maior, enjoos esquisitos que me impediram de comer manga, e sono. Muito sono. Nunca me senti completamente confortável. Chateavam-me as limitações alimentares – legumes crus nem…