Tag

música

Browsing

No início de cada mês fazemos uma lista de coisas boas para fazer, ler, ver e comer para que não vos escape nada. Sabemos que os filhos não dão tréguas e que desde que eles nasceram vocês nunca mais souberam o que se passa no mundo. Nós ajudamos. Texto: Diana Ilustração: Rita Se só puderes ler uma coisa, lê isto: “Trinta e oito e meio”, de Maria Ribeiro (Tinta da China). Como convencer-vos que este é um dos melhores livros de crónicas que já li? Não tem histórias inacreditáveis nem uma escrita assombrosamente incrível. Mas tem humor, ansiedade, angústia e insegurança. Tem declarações de amor a amigas, a filhos, daquele jeitinho especial que a escrita brasileira tem. Apaixonei-me pela Maria e gostava que vocês também se apaixonassem. Se só puderes ver um filme, vê este: “Capitão Fantástico”, com Viggo Mortensen. Porque tem Viggo Mortensen. Porque tem uma estética que faz lembrar…

The Kills são tão fixes e rock ‘n roll que damos por nós a querer imitá-los, largar tudo e viver da música, roads trips e digressões, sem uma preocupação na vida. Mas depois acordamos e percebemos que é tudo uma fantasia. Texto: Diana Ilustração: Rita Dr. Ponte ainda está de férias, correm os rumores que está a apanhar sol numa ilha deserta. Com ele levou apenas um walkman, que ele é homem antigo, e uma série de cassetes. Mal ele sabe o que está a perder porque não há cassetes dos The Kills. Esta música é tão fixe e a vocalista, Alison Mosshart tão gira, que até faz impressão. Por causa dela estamos a ponderar descolorar o cabelo e pintá.lo em tons de rosa, só para ver se ficamos tão cool. Esta canção é para vocês, mulheres cansadas, para cantar enquanto se balançam de um lado para o outro, seja a…

Todos temos canções de Verão. Fazem-nos recordar melhores tempos, desgostos de amor, tardes inteiras na praia. Esta é ideal para os vossos filhos. Texto: Dr. Ponte Quando este vosso doutor era miúdo, a música no verão tinha o mesmo efeito que tem hoje: colava-se a um acontecimento ou a um local e nunca mais o largava – de tal maneira que ainda hoje andam todos agarradinhos. Aqueles dias de praia em que finalmente foi possível andar em cima de uma prancha empurrado pelas ondas (mesmo que deitado)? Há uma canção para isso. Ou aquela miúda que durante as férias inteiras não me saiu da cabeça, para descobrir, no regresso às aulas, que a safada tinha mudado de escola? Isso, outra música. Não dá para fugir a isto. E é preciso lembrar uma coisa: para ouvir a música em questão era preciso tê-la gravada (isso dos discos era um luxo) ou…

A filha do Dr. Ponte revelou-se, aos quase três anos, uma fã de Led Zeppelin, deixando o pai à beira das lágrimas. Diz quem esteve presente, que foi bonito de se ver. Texto: Dr. Ponte Tempos houve em que a miúda só queria fazer as refeições se estivesse ligado um écrã com uma espécie de hipnotizante infantil – que, coisa engraçada, acabava também por hipnotizar os pais. Enfim, continuemos, até porque as coisas agora estão diferentes. Agora, a criança já se acha suficientemente crescida para dizer algo como “põe música”. E um gajo põe. Antes ia lá com uns disquinhos infantis, coisa razoavelmente medonha. Agora ela deixa que eu escolha. O que sucedeu no outro dia ao almoço foi histórico. Como pai educado que sou (obrigado, obrigado), lá perguntei: “Posso escolher?”. Ela disse que sim e levou com o álbum “Led Zeppelin III”. E – juro – nunca mais a vida…

Querem ir a um festival de verão e não sabem como convencer o outro progenitor que vai ter de ficar em casa a tomar conta do miúdo? Dr. Ponte dá uma ajuda. E música, claro. Texto: Dr. Ponte Isto de que vos  vou falar agora vai acontecer-vos, minha gente. Mais tarde ou mais cedo vão dar de caras com este dilema. Por isso é melhor que se preparem para o que aí vem. E o que aí vem é isto: escolhas. Um dia só um de vós vai poder ir àquele festival, à noite que tem aquele cabeça de cartaz que estão há nos para ver ao vivo. E quando assim for, tenham calma, não percam o juízo, não acreditem que o mundo vai acabar porque não vai. Mas tentem ser vocês o escolhidos. Se não houver avós na equação, alguém vai ter de ficar com a criança. E vai…

Depois de Portugal ter passado às meias finais do Euro, Dr. Ponte mostra-nos que até no futebol há música.  Texto: Dr. Ponte Se é noite de jogo, esqueçam tudo o resto e deixem-nos crescer durante umas horas em frente à televisão, como dizia o Tim. Só têm a ganhar – pelo menos se Portugal continuar assim. Vamos lá, cambada: A diferença entre o bem e o mal Claro que é um exagero mas isto é futebol, não é o parque infantil, em que, por mais que os miúdos não saibam porquê, têm que dar a vez no escorrega e no baloiço. Temos de aproveitar o 11 contra 11 para que entendam que há coisas que não se perdoam, há momentos em que ninguém pode ganhar a não ser nós. Eles, os outros, por mais simpáticos, pacíficos e sofridos que sejam, merecem ser derrotados. É uma questão de sobrevivência e sobreviver…

A filha do Dr. Ponte não o deixou dormir e ele deu por ele a pensar no Neil Young, um deus do rock sempre com a camisa certa e um corte de cabelo duvidoso. Vai daí e deu-nos esta canção para dançar agarradinhos à miúda ou ao miúdo quando sentirem dores de barriga. Texto: Dr. Ponte Na noite passada, a minha filha começou a chorar na cama. Até aqui tudo normal, é o que fazem os miúdos, por razões muito diferentes. Por vezes é porque têm pesadelos, noutras ocasiões têm fome, ou então está tudo relacionado com questões do campeonato fisiológico. O truque é esperar que passe. Quando não passa, não há mais nada a fazer a não ser o clássico “deixa lá ver o que é que decorre”. Não foi preciso muito até perceber que a coisa metia dores de barriga. E bastou um trago de leite para que…

Seis mulheres feitas de música. Seis mulheres para amar. Seis mulheres para dançar. Estas são as escolhas da semana do Dr. Ponte. Texto: Dr. Ponte Seis porque nisto do online convém não exagerar. Há muitas mais, e havemos de voltar a esta lista, mas se aqui colocássemos 12, por exemplo, já se sabe: a meio já teríamos muitas desistências. Fica uma primeira meia dúzia para explicar como um mundo sem mulheres, sem estas mulheres, era uma outra coisa qualquer, muito menos apaixonada e apaixonante: Aretha Franklin Há uma velha história que parece sempre surpresa. Numa entrevista recente, Tom Jones explicava, num curto episódio, porque é que Aretha Franklin é a mais extraordinária cantora da história. Jones, dono de uma voz imponente, lembrava como passou a vida a ter de controlar os pulmões sempre que cantava um dueto. Sempre menos com Aretha Franklin, mulher inalcançável, cordas vocais insuperáveis. Sempre teve a…

Chama-se Joshua mas prefere Father John Misty. É a receita perfeita para este fim-de-semana e para curar todo o tipo de males. Até as alergias. Texto: Diana Dr. Ponte está enfermo. Nada de grave. Foi um severo ataque de espirros, os olhos avermelharam, parece que a culpa é da Primavera. Dr. Ponte não consegue pensar, muito menos escrever. Eu, que não sou enfermeira encartada mas sou mãe, estou habituada a fazer com que outra pessoa se sinta melhor. Depois de lhe aconselhar uns anti-histamínicos, decidi receitar-lhe também uma canção, daquelas mesmo boas que curam qualquer mal. O Dr. Ponte é um homem forte e decidido mas dentro dele habita um coração romântico. Um coração que bate ao som de boa música, pandeiretas, percussão variada e grandes canções. Este rapaz que hoje vos trago, a vocês e ao Dr. Ponte, é do melhor que aí anda. Depois de ter deixado uma das melhores bandas…