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Todas as coisas que a nossa cara metade habitualmente faz, teremos de ser nós a fazer. Não há aquela prática “tu fazes o jantar, eu brinco com ela”, “eu estendo a roupa, tu dás o banho”, “vais tu às compras enquanto eu a vou buscar à escola”. Isso acaba por uns dias. Quem fica faz as tarefas dos dois.

As mães são como os chapéus, há muitas. Há tantas mães que dentro de cada mãe coexistem várias. As mães estão sempre lá e vão assumindo várias formas ao longo da vida dos filhos. Texto e ilustração: Rita As mães podem, surpreendentemente, ter várias formas num só dia, consoante o que o filho precisa, (ou provoca). Pensei num esquema complexo que pudesse organizar todas estas personas, mas cheguei a uma conclusão: mais vale simplificar, até porque hoje tive um dia infernal de birras e não vou conseguir mais do que isto (e a minha filha não pára de se levantar da cama). A mãe que nunca grita Esta mãe é incrível. Quase posso dizer que não é uma amãezónia. Ela tem uma capacidade única de gerir as suas emoções, as frases que saem da sua boca são proferidas num tom sempre baixo e nunca se exalta. É uma mãe zen. Mais do…

As mães são uma raça cheia de culpa porque são mulheres e porque têm a função de pôr pessoas neste mundo. Ser mãe é a melhor coisa deste mundo e ai de quem disser o contrário. Pois bem, aqui vai. Texto: Diana Ilustração: Rita As mães são santas. E comedidas. Discretas. Adoram a tudo o que esteja relacionado com a maternidade e amam os seus filhos queridos a todas as horas do dia. Antigamente a mais importante função – e obrigação – da mulher era pôr pessoas no mundo. Pequenos anjinhos barrocos, de preferência machos, aos quais se entregavam de corpo e alma toda a vida. Hoje, as mulheres são muito mais do máquinas parideiras mas continuam a guiar-se por parâmetros impossíveis de alcançar. Continuam a querer ser perfeitas, impecáveis, arranjadas, óptimas mães e cheias de energia para, enfim, tudo. Quando é que esta ditadura acaba? Quando é que vamos parar de…

Ser mãe é para sempre. A barba rija não importa para uma mãe. Maria João Lourenço, tradutora de Murakami em Portugal, e mãe de um marmanjo de 39 anos, brinda-nos com mais uma crónica. Texto: Maria João Lourenço Ilustração: Rita “A minha mamã mima-me”, escreve a professora no quadro. “A minha mamã ama-me. Que bom, minha senhora”, diz a Mafalda à mestra, “os meus parabéns. Vejo que tem uma excelente mãe. E agora, podemos falar de coisas realmente importantes?” A lengalenga poderia continuar, até porque há historietas parecidas nas tirinhas ao lado. Apesar de Quino ter regressado à sua pátria, depois de passar a dois metros de mim num corredor da Leya, teremos sempre os exemplares com os cantos dobrados, repletos daquelas tiradas únicas. Cá em casa, marcaram a nossa vida: começámos pelas primeiríssimas edições, cada cor seu paladar, um mundo multicor de livrinhos que cabiam debaixo do braço ou enfiados…