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Todas as coisas que a nossa cara metade habitualmente faz, teremos de ser nós a fazer. Não há aquela prática “tu fazes o jantar, eu brinco com ela”, “eu estendo a roupa, tu dás o banho”, “vais tu às compras enquanto eu a vou buscar à escola”. Isso acaba por uns dias. Quem fica faz as tarefas dos dois.

As mães são como os chapéus, há muitas. Há tantas mães que dentro de cada mãe coexistem várias. As mães estão sempre lá e vão assumindo várias formas ao longo da vida dos filhos. Texto e ilustração: Rita As mães podem, surpreendentemente, ter várias formas num só dia, consoante o que o filho precisa, (ou provoca). Pensei num esquema complexo que pudesse organizar todas estas personas, mas cheguei a uma conclusão: mais vale simplificar, até porque hoje tive um dia infernal de birras e não vou conseguir mais do que isto (e a minha filha não pára de se levantar da cama). A mãe que nunca grita Esta mãe é incrível. Quase posso dizer que não é uma amãezónia. Ela tem uma capacidade única de gerir as suas emoções, as frases que saem da sua boca são proferidas num tom sempre baixo e nunca se exalta. É uma mãe zen. Mais do…

As mães são uma raça cheia de culpa porque são mulheres e porque têm a função de pôr pessoas neste mundo. Ser mãe é a melhor coisa deste mundo e ai de quem disser o contrário. Pois bem, aqui vai. Texto: Diana Ilustração: Rita As mães são santas. E comedidas. Discretas. Adoram a tudo o que esteja relacionado com a maternidade e amam os seus filhos queridos a todas as horas do dia. Antigamente a mais importante função – e obrigação – da mulher era pôr pessoas no mundo. Pequenos anjinhos barrocos, de preferência machos, aos quais se entregavam de corpo e alma toda a vida. Hoje, as mulheres são muito mais do máquinas parideiras mas continuam a guiar-se por parâmetros impossíveis de alcançar. Continuam a querer ser perfeitas, impecáveis, arranjadas, óptimas mães e cheias de energia para, enfim, tudo. Quando é que esta ditadura acaba? Quando é que vamos parar de…