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Sair de casa de manhã, a tempo e horas, pode transformar-se numa calamidade. Despachar os putos, tratar de nós, agarrar em tudo e não esquecer o almoço ou o lanche é hercúleo. Mas não precisa de ser. Texto: Diana Ilustração: Rita Todas as manhãs é a mesma coisa: os putos não querem acordar, depois é preciso vesti-los, antes disso escolher a roupa, essas meias não, as outras, não quero essa saia, quero calças, não gosto desses sapatos, dar -lhes o pequeno-almoço é como negociar com reféns, preparar as marmitas é um desespero e às vezes acabam por ficar em cima da bancada da cozinha. O relógio não pára, a mãe e o pai ainda nem sequer tomaram banho, raios partam, e quando finalmente deixam os miúdos na escola ainda têm de enfrentar o trânsito para o trabalho. Às vezes, só para tornar tudo mais divertido, há um dos putos que…

Vivemos numa gruta no meio da selva Ama(e)zónica, comemos folhas e bichos de conta e temos não uma, mas 5 filhas cada uma. Mentira.  Texto: Diana  Ilustração: Rita Autoras consagradas que somos, está na hora de nos darmos a conhecer. O mundo anseia por descobrir todos os nossos segredos mais obscuros, cada detalhe da nossa extensa biografia, pelo que, depois de muitas reservas, reuniões com agentes e advogados, decidimos revelar quem somos. Ou então foi porque não tivemos tempo de escrever e ilustrar um tema verdadeiramente interessante. Escolham a opção que quiserem (mas a segunda é a que está correcta, não que isto seja um concurso). Somos ambas raparigas nascidas na década de 80, Diana em 80 e Rita em 81. Ambas nos criámos fora de Lisboa, a Diana na Margem Sul (assim mesmo, com maiúsculas) e a Rita para os lados de Leiria, o que fez com que ambas crescêssemos…

A vida está cheia de todos os tipos de miúdos. Há os vampiros, que sugam tudo o que temos, os choramingas, que choram (e fingem chorar) por tudo e por nada, os humoristas, os eléctricos. Cada um com suas manias e personalidades. Texto: Diana Ilustração: Rita Os putos são como a caixa de chocolates do Forrest Gump: nunca sabes o que te vai calhar. E se  no futuro imaginamos uma criança amorosa, é provável que nos calhe um choramingas ou um terrorista. Às vezes, eles passam por várias personalidades num só dia. Os Vampiros: São mais ou menos como os filhos esponja mas ainda piores. Os miúdos Vampiros sugam toda a energia e atenção dos pais, reagem mal quando, por alguma razão (tipo comer ou conversar com amigos) desviamos o olhar da sua pequena cara. Os Vampiros não têm remorsos e estão nas tintas para as necessidades dos pais. A única…

No início de cada mês fazemos uma lista de coisas boas para fazer, ler, ver e comer para que não vos escape nada. Sabemos que os filhos não dão tréguas e que desde que eles nasceram vocês nunca mais souberam o que se passa no mundo. Nós ajudamos. Texto: Diana Ilustração: Rita Se só puderes ler uma coisa, lê isto: “Trinta e oito e meio”, de Maria Ribeiro (Tinta da China). Como convencer-vos que este é um dos melhores livros de crónicas que já li? Não tem histórias inacreditáveis nem uma escrita assombrosamente incrível. Mas tem humor, ansiedade, angústia e insegurança. Tem declarações de amor a amigas, a filhos, daquele jeitinho especial que a escrita brasileira tem. Apaixonei-me pela Maria e gostava que vocês também se apaixonassem. Se só puderes ver um filme, vê este: “Capitão Fantástico”, com Viggo Mortensen. Porque tem Viggo Mortensen. Porque tem uma estética que faz lembrar…

Esperamos tanto tempo pelo Verão que quando ele chega não conseguimos fazer tudo o que sonhamos quando a chuva não dá tréguas. São três meses (ou quatro) que passam demasiado depressa. Porque não começar já a aproveitar? Texto: Diana Rita: Ilustração Somos pelas listas como forma de organização, quer mental, quer diária. Com listas, torna-se mais fácil concretizar objectivos e sonhos. O Verão é a melhor altura do ano. Tão boa, que queríamos que durasse para sempre. Como isso não é possível, fizemos uma lista com todas as coisas que queremos fazer. São elas que nos vão ajudar a aguentar aqueles meses cinzentos que parecem nunca acabar. Comer todas as cerejas que conseguirmos. Comer melancia todos os dias. Ir a todos os arraiais de Junho. Ou pelo menos a um. Comer sardinhas duas vezes por semana, todas as semanas, até o Verão acabar. Passar um dia inteiro na praia, ir a…

Como é que podem cumprir TODAS as tarefas que têm para fazer, sem deixar escapar nenhuma, nem sofrer dos nervos? Com listas, claro.  Texto: Diana Ilustração: Rita Desde que fiquei a trabalhar em casa que dei por mim desorientada como uma mosca numa janela, toda eu ansiedade e com aquela sensação de estar a desperdiçar tempo com coisas que não estavam relacionadas com trabalho. Até que descobri o poder das listas. E não, não falo de padrões zebrinha. Perdia-me em almoços, séries, Facebook, Instagram. A Internet é lixada e rouba tempo de vida. De repente, já eram horas de ir buscar a miúda à escola e o meu dia acabava. Tantas coisas para fazer e tão pouco tempo. Mentira. O tempo chega bem, eu é que estava mais desorganizada do que uma gaveta de meias. A conselho de uma amiga, comecei a fazer listas diárias com tudo o que tenho para fazer, a que horas,…