Tag

bebés

Browsing

Até agora não tenho muitas expectativas defraudadas porque a minha filha é muito sossegadinha, mas achava que ia conseguir sair de casa todos os dias para dar uma voltinha com ela e não consigo.Tudo demora imenso tempo e quando vou finalmente sair tenho de trocar a fralda pela enésima vez ou dar de mamar.

Amamentar pode ser maravilhoso mas há quem discorde. Há quem não ache graça nenhuma, quem deteste e quem nunca mais queira passar por isso. E não faz mal.  Texto: Diana Ilustração: Rita Quando engravidei nunca tive dúvidas de que queria amamentar. No curso de preparação para o parto que fiz não falámos da outra opção, e todas as descrições eram de um processo natural e mágico. Mostraram vídeos inspiradores de bebés acabados de nascer e largados em cima do peito das mães, pequenos seres de olhos fechados e boca aberta que conseguiam sozinhos encontrar o caminho da mama. Iam lá pelo cheiro. Lembro-me de achar aquilo demasiado animal para o meu gosto, mas não questionei. Segundo a minha mãe amamentar “foi maravilhoso” e uma pessoa acredita na mãe, mesmo que já seja crescida. E assim me entreguei de corpo e alma à função de alimentar a minha esfomeada filha. No início aconteceu o…

Todos os meses vamos publicar um texto vosso. Uma forma de vos agradecer por terem aceite ser nossas amigas e uma forma de vos conhecer melhor. Escrevam-nos para amaezonia@gmail.com Texto: Ana Rita Gomes, 32 anos, mãe de dois, um de 5 e outro de 2, e dona do Saltos sem Altos. Ilustração: Rita Bom então vou escrever sobre ser mãe. Pode ser? Este tema que ninguém debate, verdadeiramente inovador, esta onda tsunamica que é ser mãe. Deixem-me apresentar-me primeiro. O meu nome é Ana Rita. Tenho 32 anos e trabalho na fascinante área da banca desde os 22. Casei nova, viajei, bebi camiões de imperiais em miradouros, perto da minha (#ohcéusquesaudades) casa na Graça. Adoptei um cão que de tanto mimo apaneleirou para sempre e foi então que decidi ser mãe. Engravidei rápido, larguei a casa amorosa de vista rio e varandim português na Graça e assumi um compromisso mais…

Texto: Diana Ilustração: Rita #1 “Cabazada, carga de porrada, atropelamento por camião TIR, ir para a faculdade sem ter frequentado o liceu, sobrevivência. Todas estas são expressões  usadas por mim no primeiro ano de vida das minhas filhas. Mea culpa porque quis sempre fazer tudo sozinha”. – Marta Assis, duas raparigas de quase quatro anos. #2 “O primeiro momento assustador é perceberes que um filho é portátil, dois não. Logo no primeiro dia de vida, quando saem de nós e deixamos de conseguir garantir completamente a sua segurança porque passam a estar expostos ao mundo, dá-se esse choque de realidade: E se acontecer aqui alguma coisa, como é que eu salvo os dois?” – Rita Louro, um rapaz e uma rapariga de 5 anos. #3 “É a tempestade perfeita. É não teres problemas em passar um deles para o colo de alguém porque não és duas. É usar partes do teu corpo que não…

Por: Diana A minha filha tem dois anos e meio e apesar das noites sem dormir serem já um passado distante, ainda não me sinto com forças para ter outro bebé. Apesar de começar a ter algumas saudades de um ser pequenino, o meu colo ainda está cheio dela, as minhas mãos quase não chegam para amparar os saltos dela, as minhas pernas quase não acompanham a correria dela. Nem a minha cabeça tem espaço para mais, bastam-me as birras e os constantes pedidos de atenção dela, as brincadeiras, as gargalhadas que me proporciona. O meu coração está cheio dela, dos beijos dela, das festas e dos abraços. Lembro-me do que uma amiga me disse há uns anos, quando estava grávida da segunda filha: “Na verdade não me apetecia propriamente ter outra, mas não quero que a minha filha seja filha única.” Por muito estranho ou errado que possa parecer, a razão…