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Por muito felizes que eles fiquem há sempre reações estranhas com as quais temos de lidar à medida que a barriga cresce. Pedimos a uma psicóloga que trabalha com miúdos que nos ajudasse. Texto: Diana Ilustração: Rita A barriga começa a crescer, há beijinhos e abraços, a mana isto, a mana aquilo, o entusiasmo, os planos de brincadeiras. Tudo na paz, na boa, na pura, mas a cabeça humana está sempre a trabalhar, mesmo a de uma criança de quatro anos. De repente chora com facilidade, diz que tem saudades dos avós minutos depois de a ir buscar após um dia inteiro com eles. Diz que tem saudades do pai minutos depois de ter passado o dia com ele. Precisa de mimos, faz mais birras e preocupa-se com o facto de a mãe ter de passar uns dias no hospital quando a bebé nascer. É um turbilhão de emoções demasiado…

O que fazer quando um filho desmaia ou corta um dedo? A Rita já passou por isso e conta-nos tudo. Falámos com duas super enfermeiras que nos deram algumas dicas. Texto e ilustração: Rita Das duas primeiras vezes que a minha filha se magoou, tenho de ser franca comigo e com vocês, fui um fiasco como mãe enfermeira. Em ambas as ocasiões estávamos em casa e por sorte o pai estava presente, foi ele que tomou sempre conta da ocorrência. Normalmente tenho a tensão baixa e não fazia ideia que tinha esta tendência para cair para o lado quando vejo a miúda magoada (ou sangue). Primeiro começo por sentir uns suores frios, depois começo a ver pontos brancos e brilhantes (as famosas estrelinhas na banda desenhada) e nesse momento tenho de pôr a cabeça para baixo sob o risco de me tornar a segunda baixa. Ou seja torno-me inútil, só…

Já este blog faz dois anos e mais fará. Obrigada por serem tão fixes. Texto: Diana Ilustração: Rita Tenho 38 anos. Lembro-me dos 18, dos 28, não me lembro dos 8, a memória já não dá para tudo. Aos 18 passava muito tempo sozinha apesar de ter namorado e amigas. Não entrei na faculdade que queria — nem em mais nenhuma porque só pus uma opção — e resolvi trabalhar numa loja e fazer melhoria de nota ao mesmo tempo. O meu namorado estava no Kosovo e só nos víamos quando ele vinha de licença, ou como raio se chamam esses intervalos dos militares. Foi há 20 anos e no entanto lembro-me de quase tudo. Aos 28 vivia com duas amigas e a nossa vida era um corropio de acontecimentos e vida social. E rapazes. Éramos felizes, víamos séries juntas, comíamos M&M’s enroladas em edredons porque a casa era fria como…

Depois da eco das 12 semanas, contámos à miúda, finalmente, que vem aí um bebé. Sentámo-nos à mesa e ela estava mais interessada em fazer desenhos do que em ouvir-nos.  Texto: Diana Ilustração: Rita No dia em que os sacanas dos miúdos fizerem ou reagirem como estamos à espera, a Terra parará de girar, o sol irá transformar-se numa enorme fogo de artifício e mães e pais de todo o mundo verterão lágrimas de felicidade e incredulidade. Enquanto isso não acontece, não temos outro remédio senão engolir a expectativa, que sabe a sapos viscosos, e lidar com a frustração. É o come e cala, e é se queres. A minha filha quer um irmão há algum tempo. Fala disso muitas vezes e na cabeça dela eu já estava grávida. Batia-me na barriga e dizia “barriga gorda”, olhava para as minhas grandes mamas e sublinhava esse mesmo facto: o de estarem grandes. Uma…

Sou uma pessoa traumatizada, pelo que nesta segunda ronda o meu objetivo é manter-me elegante e engordar apenas o aconselhado. Não me transformarei num hipopótamo.  Texto: Diana Ilustração: Rita A minha primeira gravidez foi um misto de felicidade, ansiedade e profundo mau estar. Não foi coisa que me tivesse agradado e, em parte, a culpa foi dos 30 quilos que engordei à conta das toneladas de comida que enfiava boca abaixo como se não houvesse amanhã. Eu era uma mãe hipopótama e, como tal, tinha de me abastecer para que a cria nascesse robusta, como os hipopótamos devem ser. No fim eu deixei de ter formas – era apenas uma enorme bola – e a cria nasceu pequenota. Os alimentos ficaram todos para mim. Agora, a brincadeira é diferente. A ansiedade é bastante menor e a fome também o que, parecendo que não, ajuda. Já sei o que vai acontecer ao…