Texto: Diana
Ilustração: Rita

Nascemos em 2015 cheias de energia, com filhas de dois anos, e com muito para dizer ao mundo sobre a maternidade. Quisemos que soubessem que nem tudo são lacinhos e folhos, nem tudo é cor de rosa – na maioria das vezes é como uma bola de plasticina feita com as cores todas e que fica colada ao chão e às solas das pantufas. Pelo menos para nós.

Quisemos dizer às outras mulheres que iam ser mães aquilo que nunca ninguém diz. Falar dos assuntos da gravidez, parto, pós-parto e filhos sem merdas nem paninhos quentes, mas com ironia e boa disposição. E estamos convencidas que conseguimos.

Começámos o ano com planos megalómanos para este nosso cantinho, um sonho de criar uma revista para mulheres com filhos (e sem eles) sem folhos, nem laços XL, nem vestidos ao xadrez verde e vermelho. Mas mete-se a vida, o trabalho que nos paga as contas (e que também gostamos), a falta de tempo, o cansaço e a sensação de que já não temos muito para acrescentar. Muitos blogues foram surgindo na luta contra as crianças limpinhas e perfeitas, dando-nos a sensação de dever cumprido.

Assim, queridas leitoras, está na hora de dizermos adeus, mas não sem antes agradecer a todas que colaboraram connosco tornando este espaço tão fixe e rico. E esta aventura tão boa, divertida e inesquecível.

Às mães portuguesas a viver no estrangeiro: o nosso muito obrigado. A nossa rubrica “Mães pelo Mundo” é das coisas que mais nos orgulhamos.  Beijinhos para todas (vocês sabem quem são).

Às amigas e amigos que escreveram para nós ao longo destes tempos sem levarem nada em troca: Susana Almeida, Catarina Raminhos, Ágata Xavier, Vanda Marques, Joana Stichinni Vilela, Tiago Pereira, Vera Moura, Andreia Surgy, Alda Couto, Maria Portugal, Nelma Viana, Ana Oliveira, Ana Kotowicz, André Lapa, Rute Marques, Susana Lourenço, Sara Chaves, Mara e Sandra, Maria Brazão, Filipa Pinto da Silva e Lúcia Pereira que também ilustrou de vez em quando. Achamos que não nos estamos a esquecer de ninguém, mas se sim, sabemos que vocês desculpam.

Às muitas pessoas que entrevistámos, que nos abriram as portas de casa e contribuíram para uma visão mais abrangente da maternidade.

Às leitoras mais incríveis que uma pessoa podia pedir e que nos enviaram testemunhos espetaculares e muito pessoais sobre o que é ser mãe: obrigada, obrigada, obrigada pela generosidade. Continuem fortes, miúdas.

Às duas miúdas que acreditaram tanto nisto como eu e a Rita: a incrível fotógrafa Ágata Xavier, e a maravilhosa Rita Dantas Ferreira que tentou tornar este site rentável.

O maior obrigada de todos vai para as nossas filhas que, através das birras e noites infernais inspiraram este lindo projecto.

À Sara e à Amaia da editora Arena, da Penguin Books, que quiseram transformar o nosso blogue num livro tão lindo, tão lindo. Obrigada pela oportunidade de imortalizarmos em papel alguns dos melhores textos do Amãezónia.

Se quiserem ficar para sempre com um bocadinho da viagem que foi este blogue, podem sempre comprar o livro, que ainda está à venda, e lê-lo quando os vossos filhos estiverem aos gritos — sugerimos playlists para lidar com isso.

P.S. (Também vamos ter saudades).

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