Texto: Ema Jorge
Fotos: Ágata Xavier

O pedido do patrão era claro: precisava de um texto curto e divertido sobre um copo menstrual até ao final da semana. Patrão, divertido e copo menstrual não eram palavras compatíveis até então. No entanto, a verdade é que tive o primeiro contacto com o copo em 2012 por causa de um trabalho em escrita comercial (aquilo que a Elaine do “Seinfeld” fazia, estão a ver?), calhou ter de escrever sobre a marca dinamarquesaa OrganiCup e calhou, também, ir logo nessa noite jantar com umas amigas.

“Lembras-te daquela vez que fomos à piscina? Estava a usar um”, disse uma delas enquanto enchia o copo (não esse, o de vidro) com um cocktail que tinha acabado de fazer. Quis saber mais e não descansei enquanto não me fez um desenho. A curiosidade acabaria por me levar a comprar um e a esperar, com alguma emoção, por algo que sempre me aborreceu: o período.

A primeira recordação de usar um tampão ainda estava presente, embora tenha sido há mais de 20 anos, e esperava que esta nova experiência não fosse tão marcante. Felizmente, não foi ou, a ter sido, foi pela positiva porque desde então não há amiga que eu não tente evangelizar com este copinho em silicone que torna tudo mais fácil.

Chego até a usar uma frase que já não faz muito sentido: “É óptimo para festivais”. Não devo acampar num festival há 15 anos mas continuo a usar esse paralelismo para mostrar que o copo aguenta mesmo muito tempo, até naquelas alturas em que não é lá muito cómodo estar com o período — só mudo de manhã, ao acordar, e à noite, antes de ir dormir.

Sim…é só isto. O copo  é vendido em dois tamanhos, o A, para mulheres que não tenham sido mães e o B, para mulheres que já tenham sido mães. Até agora usei dois, um A e um B, e, embora não tenha filhos, o B assenta-me melhor (depende também da estrutura da mulher).

Como usar

Este “assentar” demorou um bocadinho a descobrir, tal como quando se experimenta um tampão pela primeira vez. Há um medo parvo de que o copo se perca “lá dentro” que pode tornar tudo estupidamente tenso. Mas não há nada mais simples: a ideia é apertar o copo – que é de silicone hipoalergénico e maleável como aquelas chuchas antigas para bebé – e empurrá-lo, deixando a tira de silicone ao nosso alcance para quando o quisermos tirar.

O objectivo é não sentir o copo. Se estiver a sentir é porque está muito à beirinha e o mais provável é que, ao andar, cause desconforto. Para tirar, basta puxar pela tira até conseguir apanhar a base do copo, apertá-lo (o que vai reduzir a sensação de  “vácuo”) e puxar.

Como manter

Depois de tirar é só lavar. Não, não mete nojo, nem impressão, nem nada que alguém que já use tampões não esteja habituada. Na verdade é melhor, porque não tem químicos nem odores. É um encontro imediato com o nosso corpo, claro, mas dedicando alguma atenção até ajuda a perceber a evolução do período pela cor ou textura do sangue. Ou seja, ajuda a detectar se há algo de irregular a acontecer.

A mudança para o copo também se deveu a uma batalha que travo há alguns anos: reduzir a minha pegada ecológica. Escrevi este texto ontem, 5 de Junho, Dia do Ambiente, e os número são aterradores: cada português produz 1,3 quilos de lixo por dia. Na lista do que não é reciclável estão os pensos e os tampões. Em dez anos, uma mulher usa, em média, 3600 pensos e tampões. Repito: desde 2012, faz agora 6 anos, só usei dois OrganiCup. É razão para fazer um brinde.  

Onde comprar

O OrganiCup não é como o monstro do Lock Ness: é fácil encontrar, está em várias lojas do nosso país e para as encontrar basta ir ao site e procurar as lojas que vendem ou comprar online.

E não precisa de ter medo porque se perceber que não se adapta, a marca reembolsa o dinheiro. Para ter um desconto de 20% em compras no site, insira o código amaezonia-20%.

Este texto foi escrito em parceria com a OrganiCup.
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