A saga do pai que não sabia ao que ia ainda não acabou. Depois de 2 dias de pausa ele volta para contar que pais do cinema é que o inspiram. Alguns, enfim, não são recomendados.

Texto: Pai preocupado com os homens em geral e com os futuros companheiros de profissão em particular
Ilustração: Rita

No cinema é tudo a fingir mas também é tudo mais ou menos a sério. E é por isso que gostamos tanto de ver um filme, seja de que tipo for. E é também este sentimento que passa quando pais vêem outros pais no ecrã. Não é coisa que valha a pena romantizar em excesso mas vale sempre um pouco de reflexão. Estes são alguns bons exemplos:

Na Sombra e No Silêncio

Seria sempre obrigatório referir Gregory Peck como Atticus Finch. Sim, ele faz tudo bem, é um advogado com os melhores valores, um americano que que salvar o país da depressão, do racismo e de tudo o que é preconceito. Mas não é só isso. O filme é de 1962 e é sempre bom lembrar a quantidade de estilo que Peck consegue dar àquela figura paternal. Ou queremos ter um assim ou queremos ser um assim, qualquer hipótese é boa.

Tudo o que é Guerra das Estrelas

Aqui não muda muita coisa. Desde criança que sabemos que Darth Vader é pai de Luke Skywalker e que Anakin Skywalker é Darth Vader, nada disto é novidade. Fica é mais óbvio que a interpretação de Mark Hamill (que faz de Luke) é mesmo má. Aquilo não é maneira de dizer que não a um pai. E não tem nada a ver com a ser do contra. É aquela atitude de quem fala com uma caveira na mão, não funciona assim.

Kramer Contra Kramer

É difícil explicar isto. Experimentem ver, é mais fácil assim e vão perceber rapidamente o que se passa.

O Padrinho

Corleone é apelido de gente politicamente incorrecta, mas só nos negócios. São pessoas que levam a família muito a sério (talvez a levem a sério de mais de vez em quando) e que exageram no sentido patriarcal de como o lar é gerido. Se for possível ultrapassar esse detalhe, tanto Marlon Brando como Al Pacino são bons exemplos sobre o que fazer (aqui e ali) e o que não fazer (quase sempre) quando a tarefa em cima da mesa é a paternidade.

Somewhere

Este é da Sofia Coppola e fala de um ator perdido e bem perdido no meio de uma vida de rock e todas essas coisas. Uma vida que acaba quando a sua filha de 11 anos volta ao encontro dele. O que é de mais é de mais, mas um pouco de rock sabe bem e é nesse equilíbrio que ficamos depois de ver este. Ou pelo menos tentamos ficar.

O Rei Leão

Porque é um filme triste e porque o pai morre logo no início do filme (pode-se escrever isto porque em princípio a humanidade inteira já o viu) e por causa daquelas canções do Elton John. Mas também porque o sonho de qualquer pai é, já depois de ter ido desta para melhor, aparecer numa espécie de visão sobrenatural, com a cara bem grande no céu, a mandar mensagens espirituais para a prole. É bonito.

The Shining

Nem que seja para nos lembrar que podemos sempre perder a cabeça.