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Julho 2017

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Todos os anos há coisas que mudam e outras que se repetem. Mais as que se repetem. As bloggers de moda continuam à procura de qualquer coisa no chão, todas as semanas abre um hotel/turismo rural novo no país mas mesmo assim é impossível conseguir marcar noites seja onde for, os restaurantes que abriram o ano passado já fecharam e a Cristina Ferreira mantém o tom de voz demasiados decibéis acima do seguro. Ou agradável. Nós, como o resto do povo, trabalhamos que nem umas loucas e aturamos duas índias diariamente, pelo que precisamos de descansar. Assim, amigas, companheiras desta luta que é a vida no geral e a maternidade em particular, não chorem — voltamos em Setembro. Até lá, sigam o nosso Facebook, o nosso Instagram e, se sentirem muitas saudades e estiverem numa praia sem rede, comprem o nosso livro.

Quando finalmente respirei fundo, já o tinha sobre o meu peito e percebi que tudo estava bem com os dois, comecei a descer à terra. A expressão “tenho um filho” soava-me estranho, apesar de ter sido muito desejado e planeado. Mas eu, uma “miúda”, tenho um filho! “Porra, mas como é que isto é possível?”

A imaginação ingénua é das coisas que mais gosto na infância da minha filha, surpreendo-me e questiono-me onde irá ela desencantar estas ideias. Só à hora de deitar é que pode ser mais trabalhoso. Por vezes há bruxas ou monstros atrás das portas, e se dormir normalmente já é difícil, quanto mais quando a casa está povoada de criaturas de outros mundos.

Até agora não tenho muitas expectativas defraudadas porque a minha filha é muito sossegadinha, mas achava que ia conseguir sair de casa todos os dias para dar uma voltinha com ela e não consigo.Tudo demora imenso tempo e quando vou finalmente sair tenho de trocar a fralda pela enésima vez ou dar de mamar.