Stress? Birras? Atrasos diários? Temos 10 regras que não vos vão ajudar absolutamente nada (ou talvez vão) mas que certamente vos farão rir.

Texto e ilustração: Rita

  • É de manhã, o tic-tac do relógio não dá tréguas, temos mesmo que nos despachar, vá, rápido, lavar a cara e os dentes, calçar as sapatilhas e rua. Com toda a calma do mundo, qual preguiça do “Zootrópolis“: “Espera, sou eu que ponho a pasta na escova. Não és tu, oh, agora temos que tirar para eu pôr!” Quando finalmente está quase tudo, um pé já fora de casa, lembram-se da posição-estratégica-da-escova-de-dentes: “Sou eu que arrumo a escova, não pode ficar aí, a minha é no meio da tua e do pai”.

Regra: Num dia de muita pressa levam a escova de dentes para a escola, nos outros dias o melhor é sairmos da casa de banho.

  • Quando ao fim do dia, fartas de trabalho, estamos finalmente com o rabo a um milímetro do sofá: “Preciso de comer um pão.” Certo como o dedo pequeno se chamar mindinho. E quando estamos com o rabo a um milímetro da cadeira da mesa de jantar: “Quero água.”

Regra: Basicamente, se o objectivo for mesmo sentar, o melhor é ser noutra divisão, sem ninguém a ver.

  • Barramos o pão com doce, manteiga ou mel: “Olha, não fizeste bem, está ali um bocadinho de pão branco.”

Regra: Pães, tostas e afins têm que ser barrados geometricamente. Sugestão: arranjem um stencil.

  • Quando estão a comer uma coisa muito grande, disponibilizamo-nos imediatamente para partir em bocadinhos, não vá cair tudo no chão. Choro. “Partiste tudo mal, olha como ficou a minha banana, agora já não posso comer essa!”

Regra: Se formos umas nabas e não conseguirmos partir bolachas em triângulos perfeitos, pão em rectângulos ou bananas em secções de aresta fina, o melhor é estarmos quietas. Uma birra menos e uma banana a mais.

  • Fazemos iogurtes, granola, sumos naturais para o pequeno-almoço, tudo do mais bio-eco-maravilhoso que há — “Mamã, quero papa!”.

Regra: Comam vocês o bio e dêem-lhes a papa, se houver. Não há cabeça que aguente birras de manhã. E eles têm melhor metabolismo para absorver açúcares.

  • Entramos na sapataria, convencidas que vamos comprar para elas a coisa mais fixe que está na montra e saímos de trombas, com o par de sapatos mais pindérico que já vimos na vida. E já vão nos pés.

Regra: Os putos não vão às sapatarias.

  • Estão 35ºC, vamos para a praia, a miúda aparece com um cachecol no pescoço, explicamos que não pode ser, está demasiado calor, gritos, birra, etc.

Regra: Deixá-los levar o cachecol. Passados 3 minutos cai debaixo do banco do carro e mais ninguém se lembra dele. E vocês salvam o dia e escapam à maior dor de cabeça da semana.

  • Depois de uma hora no quarto, à espera que a nossa majestade adormeça, finalmente ela ressona de boca aberta. Saímos pé ante pé, a situação está controlada e ainda podemos apanhar a outra metade do filme, mas quando um pé sai da ombreira da porta: “Mamã, onde vais?”

Regra: Como ainda não descobriram a fórmula para a levitação resta-nos aquela humilhação de sair de gatas, não respira.

  • Já fizemos o jantar, demos banho, refeição em família, a miúda está a dormir há duas horas, casa em silêncio, tudo incrivelmente tranquilo. Iuhu! É a nossa vez. A nossa cabeça pousa na almofada de sumaúma com fronha limpa de linho, o quarto está com uma atmosfera zen e convidativa. “Mamãaaaa! Podes vir ao meu quarto?”

Regra: Deixar uma luz acesa toda a noite para dar ideia que não nos fomos deitar.

  • Estamos a dormir há algumas horas, tudo vai bem, no silêncio da noite a palavra “Mamã”. “O que é que se passa? É de noite, toda a gente está a dormir, não tens sono?” Resposta inesperada: “O que é que queres que eu faça?”

Regra: Para esta não há regra, desculpem. É o salve-se quem puder.