Choros a meio do sexy time, piolhos, vomitados e diarreias. Quando se tem filhos a hora do bem bom pode ser rara e bastante difícil de alcançar. Mas não desistam. Nem deixem a preguiça ganhar.

Texto: Diana
Ilustração: Rita

Momento raro: olham para o vosso/a companheiro/a e pensam: “Eh lá, o que é que temos aqui?”. Decidem aproveitar a embalagem daqueles segundos de atração de antigamente quando não conseguiam tirar as mãos de cima um do outro, e aqui vai disto. No sofá da sala. À vista desarmada. Os vizinhos que se lixem, o pior são os miúdos que podem entrar a qualquer momento e ficar traumatizados para o resto da vida. Neste momento já estão a pensar no dinheirão que irão gastar em terapia e lá se vai o romance. Fica para a próxima. Daqui a um mês? NEM PENSAR. Levantem esses rabos cansados do sofá e fechem-se no quarto (a sete chaves) e desfrutem desses dez minutos de felicidade (cinco?).

sexo

Isto do sexo é muito simples, só têm de seguir uma regra: tê-lo. Onde? Onde calhar. Onde os miúdos não vos possam apanhar. Quando? Sempre que puderem e vos apetecer, de preferência quando os miúdos não vos puderem interromper. Como? Bom, isso já é com vocês. Não queremos saber. Não, a sério, parem. LÁ LÁ LÁ, não estamos a ouvir.

Há sempre uma desculpa para não ter sexo. O cansaço, a dor de cabeça, os pelos nas pernas, o período, os miúdos que não querem dormir. Todos argumentos legítimos. Porém, com tendência para serem recorrentes. E o sexo pode não ser tudo num casamento, que não é, mas é bem bom. Quando praticado com alguém que vos conhece do avesso, ainda melhor. Vá, vão lá tirar a porcaria dos pelos e deixem-se de desculpas foleiras. E não se esqueçam de usar protecção, foram estas brincadeiras que vos puseram em sarilhos. Depois não se queixem.