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Abril 2017

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As mães são como os chapéus, há muitas. Há tantas mães que dentro de cada mãe coexistem várias. As mães estão sempre lá e vão assumindo várias formas ao longo da vida dos filhos. Texto e ilustração: Rita As mães podem, surpreendentemente, ter várias formas num só dia, consoante o que o filho precisa, (ou provoca). Pensei num esquema complexo que pudesse organizar todas estas personas, mas cheguei a uma conclusão: mais vale simplificar, até porque hoje tive um dia infernal de birras e não vou conseguir mais do que isto (e a minha filha não pára de se levantar da cama). A mãe que nunca grita Esta mãe é incrível. Quase posso dizer que não é uma amãezónia. Ela tem uma capacidade única de gerir as suas emoções, as frases que saem da sua boca são proferidas num tom sempre baixo e nunca se exalta. É uma mãe zen. Mais do…

Quando eles pegam nos talheres sozinhos e começam a emborcar comida sem qualquer tipo de ajuda, acende-se uma luz ao fundo do túnel. Eles são independentes! Até que a luz se apaga. Texto: Diana Ilustração: Rita “Tu na escola comes sozinha, porque é que em casa tenho de te dar a comida? Pega no garfo e come.” “Hoje não consigo. Estou com a mosca.” Este foi um diálogo real que tive com a minha filha de três anos, em breve quatro. Todas as refeições em família são uma espécie de jogo “quão rápido consigo enfiar comida na boca da criança?” A criança começou por não querer comer a sopa sozinha. A mãe e o pai, depois de muitas chatices, aceitaram e impuseram uma regra. Nós damos a sopa, tudo muito bem, mas tu comes o resto sozinha. A coisa funcionou durante algum tempo. Até que deixou de funcionar. A miúda…

Ora então aqui vai disto: Elsa, mulher do Norte com a idade de Cristo, advogada na maior parte do tempo e que há coisa de três anos pariu uma pirralha teimosa como uma burra e cheia de pêlo na venta (sai à mãe, dizem). Texto: Elsa Carneiro Ilustração: Rita Foi a experiência mais maravilhosa, mais doce, mais tudo que tive na vida, só que não. Maravilhoso era quando eu ia para à night até às tantas, e de manhãzinha ainda ia comer uns croissants quentinhos para depois me esparramar na cama até à hora que me apetecesse; maravilhoso é um dia de praia, caipirinhas e conversa com amigos. Isto do ser mãe minhas ricas, não é maravilhoso, oh oh que não é. O raio da moça nasceu a berrar e só se calou quatro meses depois. Dormir: no c@£§€\! Ia enlouquecendo, filhinhas. Não foram poucas as vezes em que tive…

Stress? Birras? Atrasos diários? Temos 10 regras que não vos vão ajudar absolutamente nada (ou talvez vão) mas que certamente vos farão rir. Texto e ilustração: Rita É de manhã, o tic-tac do relógio não dá tréguas, temos mesmo que nos despachar, vá, rápido, lavar a cara e os dentes, calçar as sapatilhas e rua. Com toda a calma do mundo, qual preguiça do “Zootrópolis”: “Espera, sou eu que ponho a pasta na escova. Não és tu, oh, agora temos que tirar para eu pôr!” Quando finalmente está quase tudo, um pé já fora de casa, lembram-se da posição-estratégica-da-escova-de-dentes: “Sou eu que arrumo a escova, não pode ficar aí, a minha é no meio da tua e do pai”. Regra: Num dia de muita pressa levam a escova de dentes para a escola, nos outros dias o melhor é sairmos da casa de banho. Quando ao fim do dia, fartas de trabalho, estamos…

Ler é sempre o melhor remédio. Em qualquer situação, na dúvida, lê-se. Estes são alguns dos livros que andam a ler-se aqui na selva. E são bem giros. Autor: Jon Klassen Editora: Orfeu Negro “Este chapéu não é meu” pertence a uma trilogia sobre chapéus de Jon Klassen. Tão bem ilustrado que as imagens contam quase tudo: um peixe pequeno, cheio de confiança, decide roubar um chapéu a um peixe muito grande. O plano está traçado, o furto acontece e o peixe pequeno faz figas, acreditando sempre que não será apanhado. A história é simples e ironicamente ninguém terá dificuldade em rever-se nela. (“Quero o meu chapéu” e “Achámos um chapéu” são os outros dois livros que completam a trilogia). Autor: Benji Davies Editora: Orfeu Negro “A Baleia” é uma história tão bonita, que até já fui contá-la à escola da índia mais nova. Noé, filho de um pescador que vive na praia, passa…

Choros a meio do sexy time, piolhos, vomitados e diarreias. Quando se tem filhos a hora do bem bom pode ser rara e bastante difícil de alcançar. Mas não desistam. Nem deixem a preguiça ganhar. Texto: Diana Ilustração: Rita Momento raro: olham para o vosso/a companheiro/a e pensam: “Eh lá, o que é que temos aqui?”. Decidem aproveitar a embalagem daqueles segundos de atração de antigamente quando não conseguiam tirar as mãos de cima um do outro, e aqui vai disto. No sofá da sala. À vista desarmada. Os vizinhos que se lixem, o pior são os miúdos que podem entrar a qualquer momento e ficar traumatizados para o resto da vida. Neste momento já estão a pensar no dinheirão que irão gastar em terapia e lá se vai o romance. Fica para a próxima. Daqui a um mês? NEM PENSAR. Levantem esses rabos cansados do sofá e fechem-se no…

Miúdas, como sabem, temos um livro. Lindo de morrer, claro, e que está nas livrarias desde dia 5. Porém, e como sabemos que não foram todas a correr ao mesmo tempo para o comprar (shame on you) queremos oferecer-vos um. Só têm de responder a uma pergunta e preencher o formulário. O sorteio será automático e podem concorrer até às 23h59 de hoje (10 de Abril). Publicaremos o nome da vencedora desta pérola no blog. Boa sorte! A carregar…

Lembram-se quando os nossos pais fumavam no carro sem se importarem com o facto de estarmos no banco de trás a levar com o fumo? E quando íamos para a escola sozinhos a partir do 5.º ano? E quando os iogurtes eram feitos em casa? Texto: Diana Ilustração: Rita Antigamente, os pais tinham bigode porque era o que se usava, mesmo que não lhes ficasse nada bem (e nunca ficava). Hoje os pais que usam bigode são cool e só usam aqueles a quem fica mesmo bem. Antigamente quando a criança chorava espetava-se com uma chucha molhada em açúcar. Hoje, se a criança chora, dá-se uma chucha com gotas de aerom que é exatamente a mesma coisa. Ou então consultam-se vários especialistas em bebés para tentar perceber porque chora o bebé e, quem sabe, aprender a decifrar o choro. Antigamente os pais fumavam dentro de casa e dos carros, e…

Que o Universo me ajude, que os planetas se alinhem para me apoiar, que o grande Urso me guie – a minha filha transformou-se numa criatura insuportável que, quando não está a chorar, está a ignorar-me. Texto: Diana Ilustração: Rita Chamo-a uma vez, duas, três, à quarta já estou aos gritos e ela nem se digna a dizer “já vou”. Opta por não responder ao chamamento, não se digna a responder, sua alteza real, a criança de três anos. Todos os dias – TODOS – começam e acabam mal. Ela acorda relativamente bem disposta mas basta um passo em falso (meu, claro), uma peça de roupa errada, um pequeno-almoço que não é de seu agrado para as comportas dos olhos se abrirem. Chora porque a panqueca se partiu. Chora porque disse que queria pão mas afinal já não quer. Chora porque não quer leite, quer iogurte. Chora porque quer leite, não…