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Dezembro 2016

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Esse Natal? Tudo legal? Prendas espectaculares? Certamente que não, não é assim? Por cá a mesma coisa. Porém, a comida estava boa e estamos demasiado cheias para pensar. Assim sendo, e porque a digestão está demorada, voltamos na quarta feira com um magnífico texto, com a qualidade a que já estão habituadas (a modéstia, claramente, não é uma resolução de ano novo). E depois voltamos a descansar até ao ano novo, até porque temos todo um livro para terminar. Sim, um livro. Deste vosso espaço. Sim, depois falamos melhor sobre isso. Boas festas, pessoal!

O Natal está a chegar e não há quem mais mereça uma prenda do que vocês, suas amãezónias indomáveis, coisas mais lindas de suas índias. A pensar nisso, fizemos um planeador semanal muito catita, com dicas preciosas. Só têm de ir imprimindo e ir organizando a vossa vida toda, semana a semana, sem pressas. 2017 vai ser um ano muito mais sorridente, calmo e com mais tempo para tudo. Cliquem aqui para fazer download e Feliz Natal!

Os filhos não se limitam a encher-nos o coração de um amor absolutamente incondicional e cego. E também não nos sugam apenas a energia: eles transformam-nos irremediavelmente. Texto: Diana Ilustração: Rita Três anos. Três anos foi quanto bastaram para dar um pontapé em algumas coisas nas quais acreditávamos e apreciávamos. Em algumas coisas com as quais nos importávamos quando tínhamos uma vida livre e cheia de espontaneidade (a última vez que desbundei de espontaneidade foi exactamente há três anos e quatro meses quando disse ao meu marido que não ia “acontecer nada”). Fins de semana: Lembro-me vagamente de em tempos ir ao brunch, naqueles dias em que acordava tarde. De tardes em esplanadas sem ter de ir à casa de banho 30 vezes, de jantar fora sem ter de me preocupar com sopa e com horas. Ah, o fim de semana. Agora são apenas dois dias de tarefas e muito cansaço. Ter a…

O Natal está a chegar e com ele… as poucas prendas para nós. Desde que os miúdos nasceram que deixamos de existir no que toca a presentes. Pois bem, está na hora de mudar isso. Peguem na carteira e preparem-se. Texto: Diana Ilustração: Rita Se há coisa que gostamos é de receber prendas. Grandes, pequenas, em sacos ou embrulhinhos perfeitos. Venham elas. E não somos esquisitas: comida, acessórios, coisas sem utilidade mas ó-tão-fofinhas, roupa, pantufas, cuecas, livros. O importante é receber. Aquela coisa do Natal ser mais do que presentes é muito giro mas lá no fundo, dentro de nós, há uma pequena criança que ainda não se conformou com o facto de já ninguém lhe dar prendas. E se ninguém dá, compramos nós. Temos várias sugestões catitas capazes de vos deixar semi histéricas e com vontade de comprar tudo. Tenham calma, ok? Caixa para bijuteria: é em vidro, debruada…

Há dias em que a irritação toma conta de nós e em que só nos apetece mandar os putos dar uma volta, gozar com eles ou pregar-lhes rasteiras. Mas não podemos.  Texto: Diana Ilustração: Rita “Desaparece-me da frente, raios partam a miúda, sempre atrás de mim.” “Ai estamos a jogar ao puzzle freestyle que não importa onde as peças encaixam, é? Que giro.” “Vais pôr esses colares todos? Pareces uma árvore de Natal. E não, não é um elogio.” “Ou dormes ou juro que te atiro da janela.” “DEIXA-ME EM PAZ!” “Vais chorar, mariquinhas?” “Cala-te, porra, já não te posso ouvir.” “Ai não queres comer? CA-GUEI.” (puxo babete, atiro para o chão e saio de cena) “Se fores de pijama para a escola todos vão gozar contigo e nunca mais vais ter amigos.” “Vou-te enfiar naquele armário e só te tiro quando fizeres 20 anos.” “Come. COME JÁ. Se não…

Este espaço também é vosso, sempre de portas abertas aos vossos desabafos. Alice Graça, mãe solteira e com Esclerose Múltipla, descobriu que estava grávida três anos depois de ser diagnosticada. A relação amorosa de 10 anos estava a terminar e a gravidez foi um pesadelo de enjoos. Mas Alice não baixa os braços, nunca. Texto: Alice Graça Ilustração: Rita Acordo às 7h00 para poder tomar banho antes da minha filha, com quase três anos, acordar. Muitas vezes ela acorda e eu ainda estou a meio. Birra! Porra, lá tenho de sair com espuma, e tudo, para a abraçar porque acordou com o barulho dos canos e ficou rabugenta. Porra para os canos, está um frio do caraças! Esqueço-me de lavar os dentes. O pequeno-almoço vai demorar séculos com esta birra e eu só tenho dez minutos. Já estou atrasada. Está a chover como o caraças e ela quer ir de…

Com o Natal vêm os cerca de 352 anúncios de televisão de brinquedos super divertidos para se encherem de pó nos quartos dos petizes. Há brincadeiras tão imbecis que nem percebemos como é que há alguém que as compra. Texto: Diana Ilustração: Rita É Natal, é Natal. Oba. A árvore está feita, as luzes estão ligadas e com sorte os enfeites vão-se aguentando nos ramos do pinheiro falso. O problema são os presentes, as prendas, como nós por aqui dizemos. Nos canais de desenhos animados, que infelizmente estão (quase) sempre ligados cá por casa, os anúncios de brinquedos sucedem-se, nos intervalos dos bonecos, deixando a minha filha de boca aberta. E a mim. Fico estupefacta com a quantidade de brinquedos horrorosos que hoje existem e que, espero, nunca venham parar cá a casa. Nenuco: Há o “dorme comigo”, que traz um berço para juntar à cama da criança, o que…

Quando os filhos estão na barriga, estamos longe de imaginar o que aí vem. Nem sequer fazemos ideia que já nascem com personalidade e que ela se manifesta prontamente, logo no primeiro berro. Como não fazemos ideia disso, não sabemos muitas outras coisas importantes, como por exemplo: filhos fazem birras. E saber o que é uma birra contada por amigos, é muito diferente de experienciar uma valente birra, daquelas no passeio, com direito a arrastanço e tudo. Texto: Mariana Roque Ilustração: Rita Pois bem. Hoje estou a escrever este texto porque acabei de subir um degrau na licenciatura das birras. Estou extenuada. A minha filha tem sido uma mestra exímia no que toca ao ensino das birras (e eu a aluna, claro). Começámos a formação intensiva o ano passado, mas este ano está a ser difícil tirar o diploma. As provas sucedem-se e a sensação que tenho é que nunca passo de nível. Quando vou buscá-la…

A Joana está na Irlanda, a Diana rumou a Macau, a Teresa está em França, a Andreia e a Maria foram para a Suíça, a Sílvia foi para Moçambique, a Rita escolheu a Bélgica para emigrar, a Mafalda foi para a Suécia, a Sofia para o Qatar, a Irene foi para o Brasil, a Rute foi parar a Inglaterra e a Marisa escolheu o Luxemburgo. São portuguesas a trabalhar e a criar filhos noutros países, e que nos contam as diferenças entre lá e cá. Texto: Joana Henriques Ilustração: Rita Joana chegou à Irlanda há 7 sete anos. A ideia era apenas ganhar experiência profissional durante um ano mas nunca mais voltou.  “Estava muito frustrada com a minha prospecção de carreira em Portugal. Ordenado baixo, sem meio de evoluir. Comecei a pesquisar ofertas no estrangeiro e acabei por vir para a Irlanda.  Fiz uma entrevista por telefone e outra presencial e vim trabalhar na…

A desculpa de não ter tempo para estar com a pessoa com quem decidiram ter um filho, não pega sempre. Há que arranjar tempo, até porque há coisas giras para fazer que não implicam sofá. Texto: Diana Ilustração: Rita Para sair de casa é necessária uma certa dose de esforço. Sem isso, o mais provável é acabar no sofá a ver uma série e a adormecer 5 minutos depois. Não que haja algum mal nisso, mas de vez em quando convém animar as coisas. Já vos demos dicas de como não deixar morrer a chama depois de ter filhos, agora é altura de descobrirem coisas diferentes para fazerem juntos. Nós ajudamos. Dançar: não falamos de ir sair à noite (embora o possam fazer) mas de terem aulas de dança juntos. Ou uma aula de dança. Qualquer coisa parva e bem pirosa que vos faça rir. Cozinhar: com a quantidade de workshops de…