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Setembro 2016

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Não precisam de ir buscar as Doc Martens ao fundo do armário, esta agenda de fim de semana é eclética e aceita qualquer tipo de calçado. A única coisa que têm de fazer é sair e divertir-se. Diz que as temperaturas vão baixar um pouco e mal podemos esperar. Estes 30 graus já não fazem nada por nós, além de transpiração, mau humor, roupa a colar e vontade de nos enfiarmos numa banheira de água fria. Outono, quando quiseres arrefecer, estás na boa. Ou seja, vai estar uma temperatura amena, boa para sair e fazer coisas, até porque é fim de semana e ficar em casa é para velhos e para pessoas sem filhos (ninguém aguenta crianças fechadas em casa um dia inteiro). Se puderem, despachem os miúdos umas horas, senão, levem-nos. Temos agenda para todos. A agenda: No Porto há o Pink Market, cheio de coisas vintage, actividades para…

Os threenagers, crianças de três anos que um dia foram angelicais,  são autoritários, amuam, gritam e esperneiam. Querem tudo à maneira deles e nunca estão satisfeitos. Segue uma lista de sintomatologia desta fase para que saibam o que esperar. Texto: Diana Ilustração: Rita Eu achava que tinha passado ao lado dos terríveis dois (anos). A miúda era fixe, fácil de levar e não fazia grandes fitas. Gabava-me disso, orgulhosa até que ela fez três anos. Qualquer coisa dentro dela se acendeu e tudo passou a ser desculpa para uma birra. Mas não estou sozinha, a Rita sofre do mesmo: “Não quero essa saia, quero a outra!” “Não quero dormir. Nãaaaaooooooo!” – grito acompanhado de fuga até à divisão mais afastada do quarto. “Não quero lavar os dentes. Não queeerooooo!” – fuga rapidíssima para o quarto. “Não quero ir tomar banho. Não queroooooo. Eu não querooooooo!” – lágrimas por todo o…

Parentalidade positiva, o tanas, diz a Susana Almeida. Experimentem dar abraços a uma criança de três anos furiosa porque não pode beber o sumo todo e logo vêem onde vai parar o positivismo. Texto: Susana Almeida Ilustração: Rita A parentalidade positiva foi uma coisa inventada só para me enervar. E aposto que não foi inventada às 7,30 h da manhã quando estavam a tentar sair de casa com as crianças ou à hora do jantar quando tudo o que querem é que os filhos comam depressa para irem dormir. Um dia destes, quando nos estávamos a despachar de manhã, a minha filha decidiu que queria levar um Nenuco para a escola. Pegou em todos e não escolhia nenhum. Com a calma possível tentámos que escolhesse. Nada feito. De braços cruzados, amuada e de olhos no chão recusava-se a escolher. Acabou por descer as escadas ao colo e foi o caminho…

Três mulheres, três gerações diferentes às voltas com a maternidade. Falámos com a avó e com a mãe da Diana que nos contaram como era ser mãe há muitos anos. A Diana diz-nos o que é ser mãe hoje, com fraldas descartáveis e preparação para o parto. Edição: Diana Ilustração: Rita Sobre a gravidez Avó (mãe aos 27 anos): Durante a gravidez fui acompanhada por um médico do Sindicato dos Empregados de Seguros. Mas as idas ao médico eram pouco regulares. Durante toda a gravidez devo ter lá ido três vezes, não mais. Das três vezes que fui ao médico foi para ele me pesar e medir a barriga. O médico ouvia o coração do bebé com uma espécie de funil que encostava à barriga, por isso eu nunca consegui ouvir nada. Nunca tomei nada. Sempre comi tudo o que me apeteceu. Comia muito. Lembro-me de comer pratadas de feijão guisado com chouriço…

Já dizia o Prince e nós assinamos por baixo. Está na hora de soltar o cabelo, pôr um baton, agarrar nos putos (opcional) e sair de casa. Esta é a vossa agenda de fim de semana. Texto: Diana Ilustração: Rita O fim de semana está mesmo aí, tão perto que já o vemos. Há tantas coisas a acontecer que nem vai dar para escolher. A indecisão não é amiga da festa e é por isso que fizemos uma lista para vos ajudar, que é como quem diz, elaborámos uma bela agenda de fim de semana para vos guiar. Em Oeiras há o Festival Iminente, de música e arte urbana, organizado pelo Vhils, de seu nome Alexandre Farto, que além de fazer belas obras de arte nas paredes, também realiza videoclips e faz curadoria para outros artistas. O festival começa já hoje, sexta feira, e dura até domingo. O bilhete custa…

E quando a amamentação se transforma num espectáculo do qual não queremos fazer parte, mas a assistência não se põe a milhas? A culpa é da aranha.  Texto: A mãe do terceiro esquerdo Ilustração: Rita A amamentação em regime livre é como quem diz amamentação em regime ditatorial. É o pequeno terrorista que decide quando, onde e durante quanto tempo tudo decorre. Mas como mãe moderna que sou, decidi que isso não me iria impedir de ter uma vida, mais ou menos, normal. Quer isto dizer que me tornei fã do avental de amamentação e já o usei na praia, no jardim, na piscina e onde tiver de ser. Junto de estranhos ou familiares. Sem grande problema. A primeira vez foi um baptismo de fogo, digno de registo. Tinha ido com o meu marido e o filho mais velho ao centro comercial – uma aventura para o bebé – e…

Todos temos amigos sem filhos. Ou porque ainda não os tiveram — fomos os primeiros a rebentar a bolha — ou porque não querem. Não importa. O problema é que os amigos sem filhos nem sempre sabem como agir perante amigos grávidos ou com crianças. Mas nós ajudamos. Texto: Diana Ilustração: Rita Amigos sem filhos, nada temam. É normal que não saibam bem como agir com o novo estado de (des) graça dos vossos companheiros de copos, danças até às tantas, festivais de música e conversas intermináveis, de pé, à porta de bares. No entanto, há coisas de senso comum. Mas como, por vezes, até isso falha, decidimos fazer um manual que explica do que é que os vossos amigos grávidos ou com filhos precisam. Amigos de grávidas: Uma pessoa grávida é uma pessoa com sono. Uma pessoa grávida não pode beber. Uma pessoa grávida não se pode meter em…

Arrumar, limpar, apanhar coisas, chamar, chamar outra vez, estender, abrir torneira, chamar mais uma vez, gritar, despir, molhar e esfregar, arrumar. Ninguém me disse que era preciso isto tudo. Texto: Diana Ilustração: Rita Saí do trabalho a correr quando ainda não eram seis da tarde, para ir buscar a miúda. Deixei trabalho por fazer. Apanhei o autocarro, fui buscá-la, viemos a pé para casa a conversar. A meio do percurso tive de ir a correr até um café, com ela ao colo, porque lhe deu vontade de fazer chichi. E cocó. Tínhamos saído da escola há 2 minutos. Cheguei a casa e dei-lhe lanche, sentei-me ao computador a trabalhar, não havia ninguém para me substituir. Fiz uma pausa para apanhar a roupa e começar a tratar do jantar. Voltei ao computador e terminei o que tinha para fazer. Levantei-me e fui pôr o jantar no forno. Preparei a banheira e chamei-a…

Entenda-se “férias hippies” por férias com pouco dinheiro. Para quem sofre deste mal, como nós, deixamos dicas preciosas de sobrevivência e diversão.  Texto e ilustração: Rita Este fim de Verão, com tudo agendado, demos por nós com um ligeiro imprevisto: a conta bancária a zeros. Em vez de amuarmos e desistirmos, decidimos ir à mesma, só que num registo completamente diferente do habitual. Fomos acampar. Para quem tem o mesmo tipo de surpresas aqui vai uma série de dicas preciosas para transformar umas férias hippies com miúdos, num verdadeiro sucesso. As malas Levar as coisas certas na bagagem pode fazer toda a diferença na hora da verdade. Há uma série de equipamento imprescindível (tenda, colchões, sacos de cama), e depois há tudo o resto que nos podemos esquecer, mas que é igualmente importante. O ideal é reunir o que está relacionado com refeições numa caixa de plástico daquelas transparentes e com tampa: louça para…

A Andreia e a Maria foram para a Suiça, a Sílvia foi para Moçambique, a Rita escolheu a Bélgica para emigrar, a Mafalda foi para a Suécia, a Sofia para o Qatar, a Irene foi para o Brasil, a Rute foi parar a Inglaterra e a Marisa escolheu o Luxemburgo. São portuguesas a trabalhar e a criar filhos noutros países, e que nos contam as diferenças entre lá e cá. Ilustração: Rita Texto: Andreia Neto e Maria Vieira Edição: Diana Andreia Neto é professora de português e foi para a Suíça em 2013, para trabalhar. Foi lá que conheceu o marido, por quem se apaixonou à primeira vista. 10 meses depois engravidou e depois nasceu a Luísa. Admito que não tem sido nada fácil estarmos sozinhos aqui, embora a minha irmã viva perto com a família. Só que os avós fazem muita falta. Não só porque a relação via skype é muito artificial, mas também…