Há livros que fazem chorar, rir, sonhar ou suspirar de amor (ou inveja). E depois há estes livros que fazem sentir-nos umas bad ass, orgulhosas do nosso género, fortes como amazonas.

Texto: Diana
Ilustração: Rita

Sabem aquelas mulheres que dizem, fazem e escrevem o que pensam? Aquelas mulheres cheias de rock n’roll dentro delas, mesmo que não cantem nem que as suas vidas dependessem disso. Aquelas mulheres cujas palavras nos fazem acordar e pensar em tudo aquilo pelo que passámos desde o início dos tempos. Que nos fazem querer mais, ser mais, dizer mais, mudar alguma coisa. Mulheres que fazem as nossas vidas melhores, só através das palavras e dos livros, quer por nos fazer sonhar, por nos entreterem, por nos porem a pensar, por nos fazerem sentir bem connosco mesmas.

Escritoras Badass

Ler é quase sempre o melhor remédio. Isso e dançar o “Dancing in the Dark” do Bruce Springsteen como se ninguém estivesse a ver.

Para aqueles dias em que nada corre bem, em que o idiota do chefe fez um comentário estúpido, em que souberam que mais uma amiga foi despedida durante a licença de maternidade, em que as finanças mandaram uma carta, em que o imbecil do homem que passou por vocês assobiou e disse uma obscenidade que não pediram para ouvir – era aliás a última coisa que precisavam naquele momento. Para esses dias em que ser mulher é mais difícil, fizemos uma lista de livros de gajas lixadas. Não dão murros, não assobiam, nem cospem para o chão. Usam a cabeça e as palavras.

  • “A miúda da banda”, Kim Gordon: Baixista e vocalista dos Sonic Youth, Kim Gordon é inteligente, independente e está muito zangada com algumas pessoas. Principalmente com o ex marido, o vocalista dos Sonic Youth. Neste livro, Kim recorda a infância, a juventude e os tempos loucos do rock n’roll. E também diz mal de algumas estrelas.
  • As coisas que os homens me explicam, Rebecca Solnit: Um homem explica a esta autora um livro que não leu (mas que é elogado no NY Times), um livro que ela escreveu mas ele não sabe, nem a deixa falar. É assim que começa este livro, um conjunto de textos sobre violência contra as mulheres, desigualdades de género, injustiças. Alguns com humor, outros com mortes, abrem os olhos aos mais distraídos acerca das profundas desigualdades e maus tratos às mulheres.
  • “How to build a girl”, Caitlin Moran: Chamam-lhe a resposta inglesa a Tina Fey ou Lena Dunham mas a verdade é que Moran não nasceu ontem. Cronista do The Times, já ganhou prémios pelas suas crónicas humorísticas, directas e politicamente incorrectas. “How to build a girl” conta a história de Johanna, uma adolescente de 16 anos à procura de si mesma, inventando, para isso, uma personagem. Passado nos anos 90, este livro é óptimo para quem foi adolescente nesta altura. Mas no geral, é óptimo para quem quer que seja.
  • “M Train”, Patty Smith: Patty é a rainha do rock, goste-se das canções ou não. Além disso sabe escrever como ninguém, abdicou dos concertos para criar dois filhos, ficou viúva, perdeu o irmão, o melhor amigo, os pais. Não há nada que o coração de Patty Smith não tenha sofrido. Nas viagens que faz, vai a cafés e escreve, visita lugares especiais e conhece pessoas. Este livro são os textos e notas feitos pelo mundo, acompanhados por café. Vejam aqui a entrevista à autora e apaixonem-se.

Se nenhum destes livros vos interessar, espreitem estas autoras, ou mesmo estas para rir. Se preferirem banda desenhada, nada temam, aqui está ela.