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Maio 2016

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O que têm em comum uma jogadora profissional de andebol, a vocalista dos Soaked Lamb e a blogger Ana Garcia Martins, conhecida como a Pipoca Mais Doce? São mulheres que se esforçam todos os dias para fazer e ser exactamente aquilo que querem. Texto: Diana Ilustrações: Rita Ser mulher é ser tantas coisas ao mesmo tempo que às vezes nos esquecemos de ser ou fazer aquilo que realmente queremos. Os sonhos ficam para segundo plano, as vontades mais fortes também, principalmente quando nascem filhos. Mas não tem de ser assim. Nem deve ser assim. Falámos com três mulheres que fazem o que querem e o que gostam, que tiveram coragem e vontade de perseguir os sonhos. A Mariana Lima Balas tem de se dividir em muitas, a Maria Inês Pereira teve de mudar de país, e a Ana Garcia Martins teve de deixar o certo pelo incerto. #Mariana Lima Balas Vocalista dos Soaked Lamb, designer,…

Na Guerra dos Tronos há cada vez mais mulheres badass, capazes de degolar três ou quatro de uma vez. Mesmo as mais sonsas têm vindo a crescer e a tornar-se perigosas. A Rita desenhou-as só para vocês. Textos: Diana e Rita Ilustrações: Rita Eu e a Rita não concordamos na alimentação e às vezes não gostamos das mesmas canções, mas há uma coisa que ninguém nos tira: a Guerra dos Tronos. Diz a Rita: “Desde que tenho filha, a minha tolerância para programas de televisão com imagens violentas, crianças em perigo, sangue a jorrar ou animais perdidos, diminuiu drasticamente. Diminuiu para programas de televisão no geral e ainda mais para os que contém as características acima enumeradas — menos a Guerra dos Tronos. Não sou aquela fã que dorme com a t-shirt da série e perde horas a esquadrinhar as informações todas sobre o elenco, mas sou aquela que…

Lembram-se dos anos 90 em que todas as canções eram sofridas, profundas, escritas para nós? Lembram-se de quando Billy Corgan fazia músicas incríveis e os Smashing Pumpkins eram quase tudo o que precisávamos? Texto: Dr. Ponte Sabem o que acontece quando deixamos de querer ser crianças? Acontece o pior, tão simples quanto isso. Quando decidimos, mesmo que não seja de propósito, que ser miúdo é coisa de um tempo que já lá vai, é aí que começa o fim. A parte boa de ser adulto é a do livre arbítrio. Não é um deus desconhecido que o concede, é a nossa atitude. Decidimos ser responsáveis e ter as contas em dia, isso é tudo muito bonito; mas se não nos der ganas de saltar para dentro de uma poça de quando em vez, de chegar tarde, adormecer, fazer a piada mal-educada, vestir a farda imprópria, gastar o que não devíamos,…

Há crianças a quem basta ver um pedaço de comida para abrir logo a boca e bater palminhas de contentamento. E depois há aquelas crianças que não comem. Nada. E que nos deixam os nervos em franja e com instintos Dextarianos.  Texto: Diana Ilustração: Rita Todos temos aquelas duas ou três histórias de infância que os pais e avós repetem milhares de vezes, como se nunca se lembrassem de mais nenhuma. O que é provavelmente verdade. As minhas histórias, repetidas até à exaustão pela minha mãe, estão relacionadas com: a) a minha teimosia b) a minha inconveniência em público c) a minha falta de apetite Reza a lenda que eu não comia nada. A minha mãe adoptou várias técnicas, que iam de castigos ao dizer-me “come” cerca de 350 vezes durante a refeição, passando por zangas, lágrimas, desespero. A minha avó tinha outras formas, ora apelando ao meu bom coração dizendo-me que a pobre…

Como é que podem cumprir TODAS as tarefas que têm para fazer, sem deixar escapar nenhuma, nem sofrer dos nervos? Com listas, claro.  Texto: Diana Ilustração: Rita Desde que fiquei a trabalhar em casa que dei por mim desorientada como uma mosca numa janela, toda eu ansiedade e com aquela sensação de estar a desperdiçar tempo com coisas que não estavam relacionadas com trabalho. Até que descobri o poder das listas. E não, não falo de padrões zebrinha. Perdia-me em almoços, séries, Facebook, Instagram. A Internet é lixada e rouba tempo de vida. De repente, já eram horas de ir buscar a miúda à escola e o meu dia acabava. Tantas coisas para fazer e tão pouco tempo. Mentira. O tempo chega bem, eu é que estava mais desorganizada do que uma gaveta de meias. A conselho de uma amiga, comecei a fazer listas diárias com tudo o que tenho para fazer, a que horas,…

Marisa Maurício chegou ao Luxemburgo em Março de 2012 com o marido e o filho mais velho, hoje com 5 anos. O marido, desempregado há oito meses, resolveu candidatar-se a posições no estrangeiro e… acabou por ser contratado pela Cruz Vermelha Luxemburguesa logo na primeira entrevista. Depois da mudança tiveram uma menina, agora com um ano, e ainda estão a habituar-se à vida no estrangeiro. No Luxemburgo, diz Marisa, o melhor é “a justiça social, a estabilidade e segurança”. “É sermos recompensados adequadamente pelo nosso trabalho, o que nos permite sonhar com coisas que seriam impossíveis em Portugal. É a multiculturalidade e a hipótese de dar aos nossos filhos uma educação para a tolerância, o respeito, com boas probabilidades de sucesso.” O pior, explica, “é a falta de humor e espontaneidade”. “É o pequeno estigma que ainda existe quando percebem que somos portugueses; é a ausência de água, seja rio ou mar; é a…

Mudámos de cara em menos de nada e estamos muito orgulhosas com o resultado. Esta selva está a tornar-se mais profissional, por isso não se espantem se qualquer dia virem alguma publicidade. Prometemos manter a mesma identidade: nada mudará. Não somos mercenárias, nem queremos enriquecer, mas queremos fazer mais e melhor e para isso são precisos fundos. Quem colabora connosco de forma frequente tem de ser recompensado, porque escrever dá trabalho e… é uma profissão. E as profissões são remuneradas. Estamos muito felizes e entusiasmadas. Vocês, Amãezónias honorárias, mulheres fortes que são tantas coisas ao mesmo tempo, são a razão pela qual queremos crescer e explorar novos territórios. Por isso, peguem numa cerveja e venha de lá esse brinde. Obrigada a todas. E obrigada ao homem que fez este site em três dias: és o maior. Se precisarem de um site supimpa, enviem-nos um email que nós damos o contacto dele.

Texto: Dr. Ponte Que método vão usar para arranjar estas canções é problema vosso. Mas façam isto: juntem as cinco e usem-nas bem no fim de semana. Depois digam como correu. De nada: Fleet Foxes: “White Winter Hymnal” Esta primeira engana. Diz que vem o Inverno mas não liguem, são apenas detalhes. É a banda sonora ideal para uma corrida em direcção ao mar ou simplesmente para uns empurrões valentes no baloiço do parque. E é tão perfeita que é capaz de ficar na memória para sempre: assim que tocar, vai cheirar a Verão, um encanto. https://youtu.be/DrQRS40OKNE?list=PL0yNmGX6ib0Cen41pXkalIKCNZr155JZI The Shins: “Australia” Para os crescidos, esta dos Shins significa “descer de carro até à costa alentejana” – e não me lixem com um “ah, mas o Verão poder ser onde quisermos”. Claro que pode, mas não é a mesma coisa. Experimentem raspar de Sines sempre a direito. Um festival a sudoeste acontece sempre que a…

Texto: Ana Kotowicz Ilustração: Rita A gravidez de uma girafa dura 60 semanas. A minha já vai em 75. Não, não sou uma aberração da natureza nem um caso de estudo clínico – e se for será por motivos bem diferentes deste. Se por esta altura me estão a imaginar com uma imensa barriga que chega a tocar no dedo grande do pé, já perceberam como me sinto. Foi há 75 semanas que me disseram que ia ser mãe e desde então – mesmo que os meus filhos não estejam para chegar pela via biológica – a minha barriga não pára de crescer. A questão é que vou adoptar. A decisão demorou algum tempo a tomar, a burocracia levou mais outro pedaço, e depois de ter sido avaliada durante seis meses disseram-me que estava apta para todo o serviço. Hip hip hurra. Nesse dia comemoramos, eu mais o meu marido,…